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O gap entre ter dados e entender o que está nos dados

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O gap entre ter dados e entender o que está nos dados

O gap entre ter dados e entender o que está nos dados

Existe uma etapa no trabalho com dados que todo mundo faz mas poucos falam diretamente: a inspeção. Antes de escrever qualquer pipeline, antes de definir qualquer transformação, antes de conectar qualquer modelo, você precisa entender o que está nos dados. Quais colunas existem, quais são os valores típicos, onde estão os problemas, o que parece estar errado.

Essa etapa tem um problema de ferramentas. Excel e Google Sheets são familiares e intuitivos, mas quebram quando o volume passa de algumas centenas de milhares de linhas. Python resolve o volume mas exige código para cada pergunta, o que significa que inspecionar um conjunto de dados novo tem um custo de setup que frequentemente não vale para perguntas rápidas.

O resultado é uma zona de atrito: você sabe o que precisa verificar, mas não tem o ambiente certo para verificar de forma rápida.

Onde o RowZero resolve o gap

O RowZero é uma ferramenta que se posiciona exatamente nessa zona. Visualmente é uma planilha, mas é construída para volumes que planilhas normais não suportam: filtra e ordena 23 milhões de linhas em segundos. Conecta diretamente com Postgres, Snowflake, Databricks, Athena, e outros bancos sem precisar exportar CSV intermediário.

O que torna a ferramenta relevante para quem trabalha com pipelines de AI não é o volume. É a combinação de duas coisas: você pode escrever funções Python customizadas que funcionam como fórmulas na planilha, e tem um assistente AI para perguntas que você não lembra exatamente como fazer.

Funções Python como fórmulas de célula mudam o que é possível sem sair da interface de inspeção. Você escreve a função uma vez, e pode chamar como qualquer fórmula em qualquer coluna. Marcar linhas com valores inconsistentes, validar formatos, extrair padrões de texto: essas coisas que normalmente exigem um notebook ficam disponíveis inline enquanto você está inspecionando.

Por que isso importa para quem constrói com dados de ERP

No contexto de sistemas como o Athena, que consulta dados do TOTVS Protheus, uma parte significativa do trabalho inicial é entender o que está nas tabelas: quais campos são usados de fato pelos clientes versus quais existem no schema mas estão vazios, quais são os formatos reais dos valores, onde estão as inconsistências que vão fazer as queries geradas falharem silenciosamente.

Essa inspeção hoje é feita via Python e SQL diretamente. Funciona, mas o custo de setup para cada novo cliente é real. Uma ferramenta que permite conectar diretamente no banco do cliente, filtrar, ordenar, e aplicar lógica customizada de validação sem sair de uma interface de planilha reduziria o tempo de onboarding.

O mesmo vale para qualquer processo onde você está recebendo dados de uma fonte externa e precisa entender o que chegou antes de processar. Para o pipeline de automação de RH do Nexus ZDT, os dados de folha de pagamento de cada empresa têm peculiaridades que você só descobre inspecionando os primeiros registros reais. Ter um ambiente onde essa inspeção é rápida e não requer escrever código do zero para cada verificação tem valor prático.

O que a integração com Python significa na prática

A parte mais interessante do RowZero não é o volume. É o mental model que ele preserva enquanto adiciona poder de programação.

A planilha já é um formato que todo mundo entende: linhas, colunas, fórmulas. Quando você adiciona funções Python que funcionam como fórmulas, você não está pedindo que o analista aprenda um novo paradigma. Você está estendendo o paradigma que ele já usa com capacidade de código real quando as fórmulas built-in não chegam lá.

Isso é relevante para contextos onde o dado final precisa ser inspecionado e validado por pessoas que não são desenvolvedores, mas que precisam de mais poder do que uma planilha padrão oferece. O handoff entre "inspecionar os dados" e "construir o pipeline que processa os dados" fica mais curto quando a ferramenta de inspeção já tem capacidade programática integrada.

A limitação real que importa é a ausência de API e integração com ferramentas de automação como N8N. Para workflows onde a inspeção precisa acontecer dentro de um pipeline automatizado, isso ainda exige contornar. Mas para a fase de exploração e validação de dados, que é inerentemente mais interativa e humana, a ferramenta cobre bem o gap.

Em que etapa do seu trabalho com dados você mais frequentemente abre o Python só para fazer uma pergunta que poderia ter sido respondida de outra forma?

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